O PAPEL DA ASSOCIAÇÃO NA COMUNIDADE
Alguns pensam que o papel da Associação de Moradores é só reivindicar do poder público as melhorias para a comunidade. Outros acham que ela é uma espécie de clubinho, que cuida de organizar o lazer para uns poucos cidadãos.
Existem ainda os que entendem a associação como sendo um comitê eleitoral. Ou seja, a diretoria pede aos vereadores ou secretários da prefeitura algumas melhorias e, os “favores” recebidos, são pagos na próxima eleição através da campanha em favor do “benfeitor” ou dos candidatos indicados por ele.
Mas, qual o papel da Associação de Moradores na comunidade?
Ora, é um conjunto de ações em defesa dos interesses dos moradores, em qualquer área que eles se apresentarem. Colocamos, a seguir, algumas maneiras de realizar a defesa destes interesses. Esta lista, porém, deve ser completada numa reunião com os moradores da sua comunidade.
• Esclarecer, Informar e Formar.
Uma das funções principais da Associação de Moradores é promover o esclarecimento, a informação e a formação da comunidade para que ela reivindique, e muito bem, os seus direitos. É muito importante que a Diretoria divulgue todas as informações que ela possuir. Deve também promover reuniões, debates, palestras, cursos ou outras atividades de formação abertas à participação da população local.
• Unir e Organizar os Moradores
A Diretoria da Associação de Moradores deve agir sempre de forma democrática, a partir do encontro das idéias de todos. As reivindicações e conquistas (ou derrotas) não podem ser propriedades de algumas lideranças.
• Reivindicar Melhorias
Pode ser feita através de abaixo-assinados, reuniões com as autoridades responsáveis, manifestações na comunidade ou em frente aos órgãos públicos, ou de outra forma que o pessoal achar mais eficiente.
Vale lembrar que quanto maior a participação os moradores na luta por uma melhoria, mais rápida ela vai chegar. Quanto maior também, a divulgação sobre o pedido mais chance ele tem de ser atendido. Isso pode ser feito através de telefonemas para rádios, televisões e jornais falando sobre o problema, avisando de uma manifestação, comunicando uma ida até a prefeitura ou, simplesmente, dizendo que o bairro insiste na reivindicação e cobra uma posição das autoridades.
Outra forma de divulgar a luta, que também serve para mobilizar os moradores, é fazer um panfleto (um folheto falando sobre o assunto) e distribuir na comunidade. Custa caro? Nem tanto. Solicite um patrocínio de um comércio existente na comunidade.
Você pode também, dar um recado no final das missas e cultos, pode emprestar o alto-falante do verdureiro ou o carro de som de um sindicato.
Enfim, use a criatividade e faça o maior barulho possível antes, durante e depois da batalha. Se a melhoria foi conquistada, todos têm de saber disso e celebrar a vitória. Se o pedido não foi atendido, de um jeito da população ficar sabendo do descaso das autoridades. Ao mesmo tempo, deve ser convocada uma reunião dos moradores para pensar outra maneira de continuar a luta.
• Conhecer bem a comunidade, a região, a cidade, o país.
Para reivindicar melhorias para a comunidade ou para defender melhor os interesses dos moradores, a associação precisa conhecer bem a comunidade, a região, a cidade e, até mesmo o país. Deve saber, por exemplo, dos mínimos detalhes, tudo que existe na comunidade e na região: quantas escolas, quantas vagas existem nelas, quantas consultas no posto de saúde, como é o atendimento na creche, etc. deve conhecer também a vida e as dificuldades dos moradores da comunidade. Para isso, podem ser realizadas pesquisas junto aos próprios moradores.
Cabe à Associação, também, buscar nos órgãos públicos todas as informações necessárias. Por exemplo: procurar saber na prefeitura todos os programas que ela desenvolve na área da saúde, da educação, da geração de emprego e renda, da habitação, etc. Buscar informações também em outros órgãos como as secretarias do governo do estado, previdência social e demais órgãos federais, como também, nas universidades. Em todos os órgãos públicos existem programas, serviços e produtos que, muitas vezes, a população não usa porque não sabe que eles existem e que ela tem o direito de usar.
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