quinta-feira, 2 de junho de 2016

CIDADANIA: DIREITO DE TODOS 

Associação de Moradores e luta pela cidadania para todos são duas coisas que caminham juntas. Vamos ver por que: 
A cidadania não existe de forma pronta e acabada. Nem é alguma coisa que se pode comprar ou ganhar de alguém. Cidadania é sempre construção. E, essa construção permanente da cidadania acontece de dois jeitos ao mesmo tempo, como dois lados da mesma moeda: 
1. De um lado, para ter cidadania (para sermos). 
Cidadãos (ãs) é preciso que todos gozem dos direitos 
Garantidos na lei, e cumpram seus deveres na sociedade. 
No Brasil, porém, é preciso mais do que isso, temos que 
lutar para garantir o cumprimento do que está escrito na lei 
e lutar para que sejam escritos na lei muitos outros direitos 
da população (ampliar direitos). 
2. De outro lado, a verdadeira e plena cidadania só existirá 
com o fim de toda forma de preconceito e discriminação, 
com a construção de uma cultura de respeito entre as 
pessoas, de convivência fraterna, baseada na 
solidariedade. Assim, a cidadania só vai existir se muitas 
mudanças econômicas, políticas e culturais forem feitas em 
nosso país

Mudanças na economia 

Não da para falar em cidadania tendo muita gente sem direito à educação, à saúde, à moradia, à informação; muitos trabalhadores rurais sem direito a um pedaço de terra, muitos moradores das cidades sem direito ao emprego e à moradia digna. A cidadania não é possível sem distribuição de renda, sem aumento do salário mínimo. 
Os relatórios internacionais, como os do Banco Mundial, ONU e etc, demonstram que embora se tenha melhorado muito a situação nos últimos três anos, o Brasil continua entre os campeões de desigualdades sociais, posicionando-se entre os piores países do mundo em distribuição de renda. A tendência, na melhor das hipóteses, é que essa situação fique inalterada, a não ser que o povo se organize e busque formas de combater a política de empobrecimento da maioria da população. 
Além disso, com o aumento do número gigantesco de desempregados na década de 1990 e, com a diminuição da renda da maioria dos que encontram alguma ocupação, se torna maior a necessidade do chamado “salário indireto” (educação e saúde pública de qualidade e gratuita, habitação com prestações pequenas e sem juros, creches, cultura e lazer, etc). Ou seja, aumenta a necessidade de garantir a chegada deste salário indireto até as pessoas. 
Cabe à Associação fazer com que cada vez mais moradores tenham a consciência de que isso tudo é direito de cidadania da população. Não é favor de nenhum político, não é do prefeito nem dos vereadores ou deputados. 

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